COBOL

COBOL: O “The Walking Dead” da TI (ou o motor que você não tem coragem de desligar)

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Se você assistiu Star Wars: A New Hope no cinema, no centro de SP, provavelmente aprendeu a programar com esta relíquia da foto: a Cartilha do COBOL. Eu tenho o meu exemplar e confesso: vivo uma relação ambígua. Eu amava o COBOL, mas acredito que tudo tem seu tempo.

O problema é que o “tempo” do COBOL parece ser o infinito. Enquanto o mercado corre atrás da última hype de IA, o core onde o dinheiro realmente circula está pedindo socorro.

“O COBOL está morto?” Ledo engano. Senta aqui e vamos falar de números reais (e não de slides de consultoria):

A Explosão de Vagas (O Dado Real): Só nos últimos 90 dias, o mercado global abriu entre 6.000 e 8.000 vagas para “coboleiros”. Hoje, estima-se que existam até 25.000 posições abertas no mundo.

Onde está o dinheiro? 40% nos EUA, seguidos por UK, França, Alemanha, Índia e… Brasil.

A Armadilha do Job Title: As vagas estão camufladas. Ninguém mais posta “Vaga para Cobolzeiro”. O nome agora é “Mainframe Modernization Engineer” ou “Software Engineer – Financial Systems”. Mas no pré-requisito? Lá está o nosso velho conhecido. (Fonte: Dice.com).

Por que o “Yoda de 80 anos” não se aposenta?

A Desistência do “Tombo”: Muitas empresas cansaram de tentar (e falhar) em migrar o core bancário para Java ou Go. A estratégia mudou: em vez de matar o COBOL, estão criando camadas de APIs (z/OS Connect, por exemplo) para ligar o Mainframe à Cloud. É o velho mundo servindo o novo.

O Apocalipse da Aposentadoria: A “Geração de Ouro” está pendurando as chuteiras (eu já vejo a minha vez chegando…). Isso criou um vácuo de conhecimento absurdo. As empresas estão sendo forçadas a contratar sangue novo para aprender o que é uma PIC 9(14) antes que o último especialista apague a luz.

O “Efeito CNPJ Alfanumérico”: Lembra do meu post sobre o CNPJ? Pois é. Reformas tributárias no Brasil e novas regras bancárias na Europa (como o PSD3) exigem mexer no código legado. Se o validador está em COBOL, você precisa de um cirurgião de código, não de um clínico geral de Framework JS.

A Realidade na Lata: Tirar o COBOL de produção é uma “prioridade” há 20 anos. Mas a matemática é cruel:

85% das transações de cartão de crédito no mundo ainda passam por ele.
Existem mais de 800 bilhões de linhas de código em uso ativo.

Enquanto a TI “moderna” discute qual biblioteca de frontend usar, o motor silencioso da economia global está pedindo otimização e gente que entenda de verdadeira escovação de bits.

E você? Está pronto para encarar o legado ou vai esperar o sistema “abendar” porque não sobrou ninguém que saiba o que é um PERFORM UNTIL?

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